Mais de dois anos depois de muito trabalho, alguns contratempos e alteração do projecto inicial, o filme 'As Memórias que Nunca se Apagam' estreia, com direito a carpete vermelha e com o desejo de conquistar outros palcos.A curta-metragem, prevista para ser longa e entretanto reduzida pela falta de verbas, é apresentada a 13 de Março, pelas 21h30, no auditório do Centro de Congressos da Madeira (Casino), tendo como convidada a actriz Mafalda Matos ('Morangos com Açúcar').
Para a equipa, a estreia é a concretização de um desejo e uma tentativa de sensibilizar o público e patrocinadores para a qualidade do projecto, liderado pelos realizadores Eduardo Costa e Dinarte Freitas.
Este último, também actor, pretende que a cerimónia, apenas para convidados, tenha alguma dimensão. Para tal, conta com a colaboração de Fernanda Nóbrega e Hugo Santos, dois estilistas madeirenses que, ao estilo de Hollywood, vão vestir as actrizes, Sofia Gouveia, Tânia Freitas e Margarida Gonçalves. O elenco é composto ainda por Gilberto Rosa, Bruno Olim e Fernando Melo, entre outros. Está prevista ainda a presença de Vânia Fernandes, que empresta a voz ao tema principal 'Tudo me Dobra Pena', na Sala do Centro de Congressos, cedida gratuitamente pelo Grupo Pestana, e do actor Virgílio Teixeira, uma participação especial na película madeirense.
O filme de 30 minutos conta a história de um amor proibido entre João e Maria, dois jovens madeirenses de famílias rivais que se apaixonam na década de 30, são separados e reencontram-se muitos anos depois.
A cerimónia começa com uma apresentação, em género de introdução ao projecto. Segue-se a projecção para a plateia, estimada em cerca de 600 convidados. Dinarte Freitas garante ainda uma surpresa no final.
Um percurso difícil
Trabalhar em cinema na Região não se tem afigurado uma tarefa fácil para a equipa de 'As Memórias que Nunca se Apagam'. A falta de meios tem sido o principal problema e embora tenham contado com muita boa vontade, sobretudo por parte de actores e colaboradores, os milagres não acontecem. Confrontados com a falta de apoios, tiveram de reduzir na duração do filme. Mesmo assim foi preciso um empurrão do programa da Direcção de Juventude 'Juventude em Acção' para concretizar a versão reduzida.
As filmagens começaram em Junho de 2007. Nesse mesmo ano passaram a curta-metragem para não desistir do projecto. A transposição para película foi um dos custos mais elevados. Em declarações ao DIÁRIO, em Novembro de 2007, referiam que o processo custava 400 euros por cada minuto de filme. No entanto, a aposta era fundamental, pois é condição necessária para concorrer aos festivais internacionais. O Short Film Corner, um espaço para as curtas-metragens organizado pelo Festival de Cannes, é primeiro alvo. Dinarte Freitas adiantou que vão submeter o filme à apreciação do júri. O evento aceita até 850 trabalhos. Os madeirenses esperam poder entrar neste número já este ano.
Longa não esquecida
"Eu sonhei e aconteceu... não poderia ter sido possível sem os apoios que tivemos, não apenas financeiros, até de muitos particulares", reconheceu o realizador e autor do guião, que acalenta o desejo de um dia mais tarde vir a fazer 'As Memórias que Nunca se Apagam' na sua verdadeira dimensão.
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2 comentários:
Olá Luis! Contacta-me no sentido de te dar um convite e ao sandro para a estreia!
Abraço
Dinarte
Obrigado Dinarte. E boa sorte! ;)
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